|
A PAZ DE PONCHE VERDE
Clodinei Silveira
Machado
Como já disse o poeta:
“Se os senhores da guerra
mateassem ao redor do fogo,
deixando o ódio pra trás,
antes que lavasse a erva
o mundo estaria em paz”.
Era um tempo de violência
desmedida
A própria vida era ceifada
sem segredo
Republicanos lutavam por
ideais
E os Imperiais cumpriam
ordens de Dom Pedro
Foram dez anos de Epopeia
Farroupilha
Na homilia das façanhas
praticadas
O sangue rubro salpicava as
flechilhas
E nas coxilhas tinham almas
desgarradas
David e Caxias apearam dos
cavalos
Deixaram soltos pastando e
matando a sede
Guardaram as armas e a pena
empunharam
E assinaram o Tratado de
Poncho Verde
Enfim a paz foi semeada neste
chão
E a nação redesenhou sua
fronteira
Nosso Rio Grande é mais um
filho varonil
Que tem Brasil nas cores da
sua bandeira
Vem da província de São Pedro
do Rio Grande
E do imigrante, no Brasil
meridional
Este gaúcho que na raça se
garante
E segue adiante lutando por
seu ideal |